quarta-feira, 7 de setembro de 2016

#63 Vácuo Decadente



Vácuo Decadente

Caminho lentamente
Com uma vela na mão
Sua chama
Me conforta
Nesta estrada sombria

Ouço vozes ao meu redor
Gritos esquecidos
Me lembram o medo
Que esta escuridão
É capaz de trazer

Os céus estão denegrindo
A Lua esta despedaçando
Todas luzes começam a se apagar
Um caos irreversível
Trás de volta a tormenta

Cada passo
Se torna mais gelado
O frio congela o calor
Que esta dentro de mim
Destruindo as essências

Quando o meu fim chegar
E esta vela apagar
Não verão mais
O brilho de um astro luminoso
Que um dia reluziu aos mundos

Espero que um dia
Um vácuo quântico
Possa explodir
Expandir-se em milhares de vidas
Com brilhos e contrastes

Pois este presente mórbido
Esta prestes a acabar
Quem sabe um milagre físico
Traga as memórias de luz
Para que tudo não seja vão




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