segunda-feira, 19 de outubro de 2015

#18 Caminho Cintilante


Caminho Cintilante 

Viajei pelos caminhos estreitos
A baixo de estrelas cintilantes
Me guiavam ao mundo desconhecido
Sem arrependimentos parti
Em busca de algo novo
De novos sentimentos
Buscando destinos de linhas longas
Para enterrar sentimentos obscuros
Caminhando sozinho
Me sinto mais sonhador
Vivendo no presente
Conquistando o que eu sou
Deixando o que fui
Imaginando o que poderei ser
Atraindo essa noite
De Luas luminosas
Ascendendo a faísca
Tornando minha mente ativa
Para sonhos repentinos
Nessa trilha desconhecida
Minha bussola aponta em todas direções

Possibilidades infinitas
Mesmo só
Chegarei até onde eu puder
Voando mais alto que tudo
Alcançando as verdades gritadas ao vento
Seguindo sempre em frente
Lutando como posso
Protegendo o que acho hoje necessário
Mudando um antigo destino
Fazendo e céu desta noite incrível
Brilhar mais e mais
Que o dia nunca chegue
Que o Sol se apague
Se torne uma estrela cadente
Para que essa noite seja eterna
Que esse céu esplêndido
Continue para sempre
Quando erguer minha cabeça
Quero me sentir parte dessa natureza real
E sempre iridescente
Chegando além do que sempre imaginei.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

#17 Giu - (Te Farei Sorrir Até A Morte)



Giu - (Te Farei Sorrir Até A Morte)

Pequena Giu 
Faz brilhar meus olhos 
Doces refeições, saem de suas delicadas mãos 
Feitas com a alma 

Essa doença mortal 
Não vai nos separar 
Minha donzela, linda 
Me infecto junto a ti 

Essa tribulação 
Passarei com seu sangue 
Vamos agora 
Até o fim 

Próxima ao ceifeiro 
Você continua sorrindo 
Tão bela 
Estarei sempre aqui 

Só a morte 
Que se fará presente 
Conseguirá te tirar do meu lado 
Amada Giu 

E quando ela chegar 
Apagarei o meu ser 
Manterei apenas suas memórias 
Me mancharei de sangue 

Enquanto viveres 
Não venderei minha alma 
Estarei aqui, na dor e alegria 
Te fazendo sorrir com meu coração.

domingo, 4 de outubro de 2015

#16 Anos De  Escuridão, O Apogeu XVI



Anos De  Escuridão, O Apogeu XVI

Em um bosque nebuloso 
Seu sacrifício foi realizado 
Morte decretada 
Por falsos seguidores 
Do ultimo livro sagrado 

Presa aos escritos 
Suplicava aos elementos 
Fortes poderes antigos 
Estavam ocultos 
Perdidos em meio ao enxofre 

E assim começou a pensar 
Se o que viveu foi real 
Se sua pureza 
Teve algum valor 
Ou se terá após seu ultimo suspiro 

Acorrentada a estaca 
Não os amaldiçoou 
Manteve a mente vazia 
Enquanto observava 
Os pecados alheiros 

No seu ultimo folego 
Recitou palavras sagradas 
Daqueles que tiraram sua vida 
Amedrontando-os 
Por serem indignos de seus ensinamentos.

#15 Minha Jornada



Minha Jornada

Mil luas passaram 
Ate que meus sentimentos te alcançaram 

Noites de frio ao vento 
Sofri nesse relento 

Procurando a fase certa dos astros 
Para lhe dar meu abraço 

Luas de sangue vivi 
Somente para ter a ti 

A escuridão era minha morada 
Mas lá em cima sua luz brilhava 

Estendia a minhas mãos 
Em busca de seu coração 

O agarrei de corpo e alma 
Ate o fim de minha jornada.

sábado, 26 de setembro de 2015

#14 Ardósia



Ardósia

Uma ultima carta
Trouxe aquele cálice
Cheio de impurezas.

Uma coragem colossal
Criar combustível
A chama eterna.

Um mundo paralelo
Hoje é o único lugar
Que vivo.

A ti, por ti
Sem remorso
Linhas curtas.

Não consegue ver
O fim da queda
E sentir?

Um ultimo toque
Qual lâmina de dois gumes
Encheu o antigo mundo com meu sangue.

Tragédia inconsciente
Vício derramado
Em meu coração negro.

Do carmesim
Me levou ao ardósia
Sem refletir em atos.

Pior que morto
Uma ferida eterna
Grita por esperança.

Busca sem fim
Por um esquecimento
Por uma mandrágora.






#13 Rapsódia De Um Vida Eternamente Amada



Rapsódia De Um Vida Eternamente Amada

Cadenciando uma visão vã
Percebi rastros em sua mente
Vestígios criados
Eterna rapsódia.

Colocando os alicerces
Forte defesa criou
Impediu as vozes
Vozes caídas, efêmeras.

Passos longos
Em curvas escuras
Nada se viu
Trilha desconhecida.

Reconheceu algo no passado
Fortaleceu os punhos sangrentos
Sangue frio
Veias venenosas.

Renasceu sobre mim
Fantasma eterno
Passado presente
Rua sem fim.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

#12 Silo



Silo

Nascido em terras áridas
Logo cedo foi enviado
No templo nasceu sua morada
Sua fé o fazia viver
Nasceu milagrosamente
Abria os portões da luz
Dia após dia
Se fortaleceu
Cresceu sem a navalha
Forte em poder
Adorava, recebia ventos do leste
Vida guiada 
Seus passos foram seguidos.

Mesmo proibido por sangue
Grande se fez
Em meio a uma nação
Sua mente sobressaía
Seus olhos viam além
O futuro era seu presente
Linha infinita
Que só ele compreendi-a 
Criado em berço de ouro
O que mais seria? 
Nada o fez parar
Caminho eterno
Em breve renascerá.

#11 Laços Destinados



Laços Destinados

Olhos profundos
Tudo veem

Sentem a presença
Ligam os traços obscuros

Atraem mentiras secretas  
Engana razões óbvias 

Enlaçam virtudes
Em bálsamo puro

Englobam melodias
De sinfonias negras

Criam céus 
E colocam almas a voar

Faz o caminho destinado
E criam a verdade temida.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

#10 Santos Gélidos


Santos Gélidos

No mesmo vasto mar
Na mesma brisa suave
No mesmo céu nublado
Que nos ameaçava constantemente
Pagaremos nossa dívida.

Na mesma terra congelada
Onde os ventos cortam, congelam
Nossos corações sentirão o preço
Nesse mesmo pedaço de mundo
Onde a neve gélida cobriu o chão.

Estamos vagando
Sem direção
Apenas vivendo um sentido inverso
Em um mesmo círculo
Nossas vidas são carregadas.

A mais alta montanha
Ao mais distante caminho
Onde o branco cega nossos olhos
Onde a dor se fez entorpecente
Nossos sentimentos flutuam.

Fora de nossos corpos
Atrás do veneno de nossas veias
Ascendem uma vela
Como túmulos para suas agonias
Passam e refletem a sabedoria.

Neste mundo irreversível
As chuvas não cessam
Essas gotas nos limpam
Do passado que esquecemos
Nos conduz ao nosso destino.

Cortando esperanças
Que se perderam em nosso íntimo
E eternamente vagarão no desconhecido
Em busca de brasas para renascer
Aqui no abismo.

Nossas mentes produzem esses vendavais
Que atraem almas culpadas de sangue
E sobre o imenso tempo
Que jamais para
Congeladas estarão.

#09 Pecados



Pecados

Existe assim tanto perdão?
Recomponho minha vida
Com erros passados
Já perdoados.


Onde está a redenção?
Momentos embaçados
Pecados sigilosos
Pregados ao vento.


Posso renascer?
Das mesmas cinzas
Por minutos
Totalmente em vão.


Seria correto?
Viver assim
Um pingo negro na consciência
Tolerância íngreme.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

#08 Doce Lycoris





Doce Lycoris

Onde vai linda criança?
As lycoris ainda não desabrocharam 
Bela menina dos sete
Espere no pé da cerejeira.

Logo vem a estação 
O caminho do vale
Em breve clareará
Estará livre no campo.

Não empilhe ainda as pedras 
Contemple o luar
Que esse tempo lhe trouxe
Neste dia, neste lugar.

Sorria pequena vida
Logo a raposa te levará
Grave no seu íntimo
Recorde após este mundo.

Vá brincar minha garota 
Preencha suas mãos
Com esses sentimentos
Se torne essa forma doce.

terça-feira, 28 de julho de 2015

#07 Relato Passado De Um Coração Cicatrizado



Relato Passado De Um Coração Cicatrizado

Hoje irei aquele lugar
Que nos fez ser o que somos
Que nos uniu por uma dor
Tirei os panos dos quadros
Refis as linhas do passado
E embarquei nesses mares turvos
Só o vento pode me levar
É minha bussola, meu andar
Vou em busca do ontem
Mesmo sabendo que o hoje, sempre será hoje
E o amanhã um futuro incerto
Será errado viver de sonhos?
Uma vida não pode ser lúcida
Como um sonho real
Bom ou ruim?
Mas hoje estou voltando
Tão rápido como tudo acabou
Será que ainda se lembra?
Ao dormir consegue um lapso de amnésia?

Ainda imagina?
Eu ainda vivo por esses pensamentos
Sem eles continuar é em vão
Um mundo foi criado para nós
Sem você
Mundo eterno 
Que não é passageiro
Assim se fez
Sem planos ou luta
Apenas sempre existiu
E ficou preso ao passado em meu presente.
Voltar aquele pólo
Nem sempre é simples
Mas sempre me vejo lá
Ao lado de alguém
Que jamais voltará
As épocas passadas
Uma mente presente
Presa a um coração passado...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

#06 Loucura & Incertezas


Loucura & Incertezas

Uma borboleta voa ao dia que um dia encontrará a luz
Cortei o meu cabelo com você dentro do espelho

Passos ecoam no corredor durante a aula
A chuva interminável irá nos seguir

Eu sinto as formas tão suaves
Como uma flor no topo da montanha

Está chovendo hoje de novo, quero me unir
Hoje e naquele dia sob o nosso céu

E nessa locura e incerteza
Até onde podemos levar

Todos para longe dessas emoções
Nessa locura você me deu vida

Por quanto podemos proteger
Uma emoção sequer?