quarta-feira, 10 de agosto de 2016

#59 Avalanche



Avalanche

Ela era tão asseada
Caminhava ao meu lado
De mãos dadas

Purificava minha alma
Com a inocência
De seus atos impolutos

Mas uma nevasca
A levou para longe
Distante de meu polo

Em minhas memórias
Ficará gravada
Na parte alabastrina de minha consciência

#58 Tecnologia Da Morte



Tecnologia Da Morte

Como parar o avanço
Dessa tecnologia maligna?
Seus mecanismos
Destroem vidas

Uma legião metálica
De força robótica
Avança para a guerra
Contra a carne

O ser vivo
Cria circuitos da morte
E se arrepende
De suas consequências

A cada fio ligado
A cada disparo realizado
Se tornam covas
Que não podem ser abertas

#57 Devorador De Sonhos



Devorador De Sonhos

O simbolo do esquecimento
Esta pregado
Em sua face
Rejeita as formas de vida
Que criaram seu pilar
Mente suicida
Devorador de sonhos
Seu cronometro não para
Para o alívio alheio
E sua ira
Será derretida
Em puro magma

O cheiro do enxofre, será a vaga lembrança de sua existência 

#56 Julgamento



Julgamento

Chegou a hora
Da retribuição
Não finja
Não conhecer esta data

O ultimo julgamento

Devolverei suas lâminas
Com sangue diferente
Para provar
O gosto do ferro 

O juízo final

Seus arrependimentos
Sangrarão pelos esgotos
Levando suas impurezas
Ao fundo do oceano

A derradeira linha de chegada




#55 Relíquias Do Tempo



Relíquias Do Tempo

Os números
Não podem decifrar
O enigma da vida
A complexidade da existência

O tempo é nosso inimigo
O passado imudável
O Presente possui armadilhas
E o futuro medo

Construímos para demolir
Conquistamos para esquecer
Acreditamos para desistir
Vivemos para morrermos

São os sentimentos
Concedidos por santidades
Que nos movem neste decurso
Como relíquias do tempo

#54 Terras Desconhecidas



Terras Desconhecidas

Você ouve o chamado
Mas ignora
Recebe o privilégio
E não dá valor
Conquista o que poucos conseguem
Totalmente em vão

Porque lutar
Se não almeja a vitória?
Porque sofrer
Se não é este seu caminho?
Porque fingir
Se seu coração esta em outro lugar?

Acomodou-se
Em terras desconhecidas
Sem coragem para retornar
Aos seus próprios sentimentos
Abriu mão de si mesmo
De seu passado, presente e futuro