sábado, 26 de setembro de 2015

#14 Ardósia



Ardósia

Uma ultima carta
Trouxe aquele cálice
Cheio de impurezas.

Uma coragem colossal
Criar combustível
A chama eterna.

Um mundo paralelo
Hoje é o único lugar
Que vivo.

A ti, por ti
Sem remorso
Linhas curtas.

Não consegue ver
O fim da queda
E sentir?

Um ultimo toque
Qual lâmina de dois gumes
Encheu o antigo mundo com meu sangue.

Tragédia inconsciente
Vício derramado
Em meu coração negro.

Do carmesim
Me levou ao ardósia
Sem refletir em atos.

Pior que morto
Uma ferida eterna
Grita por esperança.

Busca sem fim
Por um esquecimento
Por uma mandrágora.






#13 Rapsódia De Um Vida Eternamente Amada



Rapsódia De Um Vida Eternamente Amada

Cadenciando uma visão vã
Percebi rastros em sua mente
Vestígios criados
Eterna rapsódia.

Colocando os alicerces
Forte defesa criou
Impediu as vozes
Vozes caídas, efêmeras.

Passos longos
Em curvas escuras
Nada se viu
Trilha desconhecida.

Reconheceu algo no passado
Fortaleceu os punhos sangrentos
Sangue frio
Veias venenosas.

Renasceu sobre mim
Fantasma eterno
Passado presente
Rua sem fim.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

#12 Silo



Silo

Nascido em terras áridas
Logo cedo foi enviado
No templo nasceu sua morada
Sua fé o fazia viver
Nasceu milagrosamente
Abria os portões da luz
Dia após dia
Se fortaleceu
Cresceu sem a navalha
Forte em poder
Adorava, recebia ventos do leste
Vida guiada 
Seus passos foram seguidos.

Mesmo proibido por sangue
Grande se fez
Em meio a uma nação
Sua mente sobressaía
Seus olhos viam além
O futuro era seu presente
Linha infinita
Que só ele compreendi-a 
Criado em berço de ouro
O que mais seria? 
Nada o fez parar
Caminho eterno
Em breve renascerá.

#11 Laços Destinados



Laços Destinados

Olhos profundos
Tudo veem

Sentem a presença
Ligam os traços obscuros

Atraem mentiras secretas  
Engana razões óbvias 

Enlaçam virtudes
Em bálsamo puro

Englobam melodias
De sinfonias negras

Criam céus 
E colocam almas a voar

Faz o caminho destinado
E criam a verdade temida.