Um pequeno conto na coletânea de três poesias: Olhos Vermelhos
Máquinas Da Morte
Raízes mecânicas
Assombram as casas
De vidas simples
É preciso parar seus mecanismos
Se atirar dentro dela
Até saciar sua sede
Uma guerra que nunca termina
Faz chorar a garota dos olhos vermelhos
Que vê ao fundo
O sangue derramado
Por metal enferrujado
De máquinas demoníacas
Fada
Pequena criatura
Voa livre neste bosque
Fada da esperança
Viu de longe a olhos vermelhos
Não suportou seu choro
Sua dor a fez reluzir
Uma direção ela apontou
E a garota partiu
Uma imensa caverna
Ela avistou
Com medo, sentou ao pé do salgueiro
E sonhou com seu passado tão presente
O vermelho pintou os céus
A Terra banhou-se em sangue
Sua família decaiu
Ferindo profundamente seu pequeno coração
Abriu os olhos amedrontada
Criou coragem
Entrou na escura caverna
Guiada pela luz da esperança
Laços Vermelhos
O fogo, a força, o dragão
Desperta por um amor vingativo
No fundo deste buraco
No fim desta caverna
Um dragão adormecia
Por eras
Por eras
O fogo, a força, o dragão
Desperta por um amor vingativo
Sem palavras
O colossal despertou
Olhou no fundo dos olhos da garota
E viu seu mundo sombrio
O fogo, a força, o dragão
Desperta por um amor vingativo
Alçou voo
E vingou-se pelo coração da olhos vermelhos
Eliminou o mal
As sangrentas maquinas
O fogo, a força, o dragão
Desperta por um amor vingativo
Olhos vermelhos
Enfim encontrou um laço
Para um recomeço
Rumo a novos ares

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