terça-feira, 8 de março de 2016

#37 Olhos Vermelhos

Um pequeno conto na coletânea de três poesias: Olhos Vermelhos



Máquinas Da Morte 

Raízes mecânicas 
Assombram as casas 
De vidas simples 
É preciso parar seus mecanismos 
Se atirar dentro dela 
Até saciar sua sede 

Uma guerra que nunca termina 
Faz chorar a garota dos olhos vermelhos 
Que vê ao fundo 
O sangue derramado 
Por metal enferrujado 
De máquinas demoníacas


Fada

Pequena criatura
Voa livre neste bosque
Fada da esperança
Viu de longe a olhos vermelhos

Não suportou seu choro
Sua dor a fez reluzir
Uma direção ela apontou
E a garota partiu

Uma imensa caverna
Ela avistou
Com medo, sentou ao pé do salgueiro
E sonhou com seu passado tão presente

O vermelho pintou os céus
A Terra banhou-se em sangue
Sua família decaiu
Ferindo profundamente seu pequeno coração

Abriu os olhos amedrontada
Criou coragem
Entrou na escura caverna
Guiada pela luz da esperança


Laços Vermelhos

O fogo, a força, o dragão
Desperta por um amor vingativo

No fundo deste buraco
No fim desta caverna
Um dragão adormecia
Por eras

O fogo, a força, o dragão
Desperta por um amor vingativo

Sem palavras
O colossal despertou
Olhou no fundo dos olhos da garota
E viu seu mundo sombrio

O fogo, a força, o dragão
Desperta por um amor vingativo

Alçou voo
E vingou-se pelo coração da olhos vermelhos 
Eliminou o mal
As sangrentas maquinas

O fogo, a força, o dragão
Desperta por um amor vingativo

Olhos vermelhos
Enfim encontrou um laço
Para um recomeço
Rumo a novos ares

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