quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

#30 Espectro



Espectro

Ó espectro viajante 
Pare no vale da tormenta 
Onde a luz do Sol
Nunca brilhará 

Veja a dor e sofrimento 
Muitos temem o fogo 
Mas o deixar de existir 
É pior que as chamas eternas 

Ó espectro viajante 
Olhe a sua esquerda 
Todos estes ossos 
Se desfazendo 

Veja essa prisão 
De almas sem consciência 
Agonizam sem saber 
Os motivos de suas prisões 

Ó espectro viajante 
Ilumine estas sombras 
Sem corpos 
Sem folego 

Veja o desejo da morte 
Dessas criaturas 
Que definham 
Sem memórias 

Ó espectro viajante 
Leve esta visão 
Além das dimensões 
Que não conhecemos 

Lembre-se deste desespero 
Das vitimas 
Deste enxofre 
Que foi esquecido

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